Escolas de Samba Carnaval Rio de Janeiro 2021 – Programação, História e Bandeira

Uma das principais cidades para curtir as festas de Carnaval, é claro, o Rio de Janeiro – um dos mais tradicionais e com maior número de atratividades do país, ficando somente atrás do Carnaval de Salvador. Em 2021 a Liga Independente das Escolas de Samba do Grupo Especial (Liesa) já divulgaram quais vão ser as escolas de Samba para assistir na semana de carnaval.

Como de costume, são entre 13 agremiações que desfilam pelo Grupo Especial e a decisão de quem vai estar no desfile se dá por sorteio feito pela Liesa e outros 20 e tantos para o grupo de acesso, com um orçamento mais modesto e ingressos mais acessíveis.

Para você que quer saber que a história de cada uma das escolas cariocas aqui vai um manual completo para ficar por dentro de quem torcer nos desfiles ou curtir as festas do Carnaval do Rio de Janeiro.

Quais são as escolas de Samba do Rio de Janeiro

  • União da Ilha
  • Mocidade
  • Unidos da Tijuca
  • Portela
  • Viradouro
  • Grande Rio
  • Salgueiro
  • Vila Isabel
  • Beija-flor
  • Mangueira
  • Estácio de Sá
  • São Clemente
  • Paraíso do Tuiuti
  • Imperatriz
  • Porto da Pedra
  • Império Serrano
  • Rocinha
  • Império da Tijuca
  • Belford Roxo
  • Renascer
  • Santa Cruz
  • Cuango
  • Padre Miguel
  • Sossego
  • Unidos da Ponte
  • Unidos de Bangu
  • Vigário Geral

União da Ilha

Escola de Samba Unidos da Ilha

  • Ano de Fundação: 1953
  • Presidente: Djalma Falcão
  • Rainha de Bateria: Gracyanne Barbosa
  • Carnavalesco: Cahê Rodrigues e Fran Sérgio
  • Grupo: Especial
  • Data e hora do desfile: a confirmar.

Samba Enredo

Senhor… eu sou a ilha
E no meu ventre essa verdade que impera
Que é invisível entre becos e vielas
De quem desperta pra viver a mesma ilusão
E vai trabalhar
Antes do sol levantar de novo
A voz do rancor não cala meu povo não
Sou mãe dignidade é meu destino
Rogo em prece meus meninos
Ao longe alguém ouviu
Meus filhos são filhos dessa mãe gentil

Inocentes culpados, são todos irmãos
Esse nó na garganta vou desabafar
O chumbo trocado, o lenço na mão
Nessa terra de deus dará…

Eu sei o seu discurso oportunista
É a ganância, hipocrisia
O seu abraço é minha dor (seu doutor)
Eu sei que todo mal que vem do homem
Traz a miséria e causa fome
Será justiça de quem esperou
O morro desce o asfalto e dessa vez

Esquece a tristeza agora…
É hoje, o dia da comunidade
Um novo amanhã, num canto de liberdade

A nossa riqueza é ser feliz
Por todos os cantos do país
Na paz da criança o amor da mulher
De gente humilde que pede com fé

Mocidade

Escola de Samba mocidade

  • Ano de Fundação: 1955
  •  Presidente: Flávio Santos
  •  Rainha de Bateria: Camila Silva
  •  Carnavalesco: Jack Vasconcelos
  • Grupo: Especial
  • Data e hora do desfile: a confirmar.

Samba Enredo

 Lá vai, menina…
Lata d’água na cabeça
Vencer a dor, que esse mundo é todo seu
Onde a “água santa” foi saliva
Pra curar toda ferida que a história escreveu
É sua voz que amordaça a opressão
Que embala o irmão
Para a preta não chorar  (bis)
Se a vida é uma “aquarela”
Vi em ti a cor mais bela
Pelos palcos a brilhar

É hora de acender no peito a inspiração
Sei que é preciso lutar
Com as armas de uma canção (bis)
A gente tem que acordar
Da “lama” nasce o amor
Quebrar as “agulhas” que vestem a dor

Brasil, enfrenta o mal que te consome
Que os filhos do Planeta Fome
Não percam a esperança em seu cantar
Ó, nega, “sou eu que te falo em nome daquela”
Da batida mais quente, o som da favela
É resistência em nosso chão
“Se acaso você” chegar com a mensagem do bem
O mundo vai despertar, deusa da Vila Vintém
Eis a estrela… Meu povo esperou tanto pra revê-la

Laroyê e Mojubá… Liberdade
Abre os caminhos pra Elza passar…
Salve a Mocidade!  (bis)
Essa nega tem poder, é luz que clareia
É samba que corre na veia

Unidos da Tijuca

Escola de Samba Unidos da Tijuca

  •  Ano de Fundação: 1931
  •  Presidente: Fernando Horta
  •  Rainha de Bateria: Juliana Alves
  •  Carnavalesco: Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo
  • Grupo: Especial
  • Data e hora do desfile: a confirmar.

Samba Enredo

O sonho nasce em minha alma
Vai tomando o peito e ganhando jeito
Se eternizando, traduzido em forma
O mais imperfeito, perfeição se torna
Lá no meu quintal, eu vou fazer um bangalô
Já foi tapera feita em palha e sapê
E uma capela que a candeia alumiou
A lua cheia… 

Vem, é lindo o anoitecer
Vai, eu morro de saudade  (bis)
Todo mundo um dia sonha ter
Seu cantinho na cidade

Como é linda a vista lá do meu Borel
Luzes na colina, meu arranha-céu
Linhas do arquiteto, a vida é construção
Curva-se o concreto, brilha a inspiração

Lágrima desce o morro
Serra que corta a mata
Mata, a pureza no olhar
O Rio pede socorro
É terra que o homem maltrata
E meu clamor abraça o Redentor
Pra construir um amanhã melhor
O povo é o alicerce da esperança
O verde beija o mar, a brisa vai soprar
O medo de amar a vida
Paz e alegria vão renascer
Tijuca, faz esse meu sonho acontecer

A minha felicidade mora nesse lugar
Eu sou favela!!!   (bis)
O samba no compasso é mutirão de amor
Dignidade não é luxo, nem favor

Portela

Escola de Samba Portela

  •  Ano de Fundação: 1923
  •  Presidente: Luis Carlos Magalhães
  •  Rainha de Bateria: Bianca Monteiro
  •  Carnavalesco: Renato Lage e Márcia Lage
  • Grupo: Especial
  • Data e hora do desfile: a confirmar.

Samba Enredo

Clamei aos céus 
A chama da maldade apagou
E num dilúvio a Terra ele banhou 
Lavando as mazelas com perdão 
Fim da escuridão 
Já não existe a ira de Monã
No ventre há vida, novo amanhã 
Irim Magé já pode ser feliz 
Transforma a dor na alegria de poder mudar o mundo 
Mairamuãna tem a chave do futuro 
Pra nossa tribo lutar e cantar 
Auê, auê a voz da mata, okê okê arô 
Se Guanabara é resistência 
O índio é arco, é flecha, é essência 
Ao proteger Karioka
Reúno a maloca na beira da rede 
Cauim pra festejar… purificar 
Borduna, tacape e ajaré 
Índio pede paz, mas é de guerra 
Nossa aldeia é sem partido ou facção
Não tem bispo, nem se curva a capitão 
Quando a vida nos ensina 
Não devemos mais errar 
Com a ira de Monã 
Aprendi a respeitar a natureza, o bem viver
Pro imenso azul do céu 
Nunca mais escurecer (bis)
Índio é tupinambá 
Índio tem alma guerreira
Hoje meu Guajupiá é Madureira 
Voa águia na floresta 
Salve o samba, salve ela 
Índio é dono desse chão 
Índio é filho da Portela

Viradouro

Escola de Samba Viradouro

  •  Ano de Fundação: 1946
  •  Presidente: Marcelo Calil Petrus Filho
  •  Rainha de Bateria: Raíssa Machado
  •  Carnavalesco: Edson Pereira
  • Grupo: Especial
  • Data e hora do desfile: a confirmar.

Samba Enredo

Levanta, preta, que o sol tá na janela
Leva a gamela pro xaréu do pescador
A alforria se conquista com o ganho
E o balaio é do tamanho do suor do seu amor
Mainha, esses velhos areais
Onde nossas ancestrais acordavam as manhãs pra luta
Sentem cheiro de angelim
E a doçura do quindim
Da bica de itapuã

Camará ganhou a cidade
O erê herdou liberdade
Canto das marias, baixa do dendê
Chama a freguesia pro batuquejê

São elas, dos anjos e das marés
Crioulas do balangandã, ô iaiá
Ciranda de roda, na beira do mar
Ganhadeira que benze, vai pro terreiro sambar
Nas escadas da fé:
É a voz da mulher!
Xangô ilumina a caminhada,
A falange está formada, um coral cheio de amor
Kaô, o axé vem da Bahia
Nessa negra cantoria
Que Maria ensinou
Ó, mãe! Ensaboa, mãe!
Ensaboa, pra depois quarar

Ora Yê Yê Ô Oxum! Seu dourado tem axé
Faz o seu quilombo no Abaeté
Quem lava a alma dessa gente veste ouro
É Viradouro! É Viradouro!

Grande Rio

Escola de Samba Grande Rio

  •  Ano de Fundação: 1988
  •  Presidente: Milton Perácio
  •  Rainha de Bateria: Paola Oliveira
  •  Carnavalesco: Gabriel Haddad e Leonardo Bora
  • Grupo: Especial
  • Data e hora do desfile: a confirmar.

Samba Enredo

É Pedra Preta!
Quem risca ponto nesta casa de caboclo
Chama Flecheiro, Lírio e Arranca Toco,
Seu “Serra Negra” na Jurema, Juremá… 

Pedra Preta!
O assentamento fica ao pé do dendezeiro
Na capa de Exu, caminho inteiro
Em cada encruzilhada um alguidar

Era homem, era bicho flor
Bicho homem pena de pavão
A visão que parecia dor
Avisando Salvador, João!

No Camutuê Jubiabá
Lá na roça a gameleira
“Da Gomeia” dava o que falar
Na curimba feiticeira

Okê! Okê! Oxóssi é caçador
Okê! Arô! Odé!                                              
Na paz de Zambi, ele é Mutalambô!
O Alaketo, guardião do Agueré

É isso, dendê e catiço,
O rito mestiço que sai da Bahia
E leva meu Pai mandingueiro
Baixar no terreiro quilombo Caxias
Malandro, vedete, herói, faraó…
Um saravá pra folia
Bailam os seus pés
E pelo ar o bejoim
Giram presidentes, penitentes, yabás
Curva-se a rainha e os ogans batuqueiros pedem paz

Salve o candomblé, Eparrei, Oyá!
Grande Rio é Tata Londirá
Pelo amor de Deus, pelo amor que há na fé
Eu respeito seu amém
Você respeita meu axé

Salve o candomblé, Eparrei, Oyá!
Grande Rio é Tata Londirá
Pelo amor de Deus, pelo amor que há na fé
Respeita o meu axé

Salgueiro

Escola de Samba Salgueira

  • Ano de Fundação: 1953
  •  Presidente: Regina Celi
  •  Rainha de Bateria: Viviane Araújo
  •  Carnavalesco: Alex de Souza
  • Grupo: Especial
  • Data e hora do desfile: a confirmar.

Samba Enredo

 

Na corda bamba da vida me criei
Mas qual o negro não sonhou com liberdade?
Tantas vezes perdido, me encontrei
Do meu trapézio saltei num vôo pra felicidade
Quando num breque, mambembe Moleque
Beijo o picadeiro da ilusão
Um novo norte, lançado à sorte
Na “companhia” do luar…
Feito sambista…
Alma de artista que vai onde o povo está
E vou estar com o peito repleto de amor
Eis a lição desse nobre palhaço
Quando cair, no talento, saber levantar
Fazer sorrir quando a tinta insiste em manchar 
O rosto retinto exposto
Reflete no espelho
Na cara da gente um nariz vermelho
Num circo sem lona, sem rumo, sem par…
Mas se todo show tem que continuar
Bravo! Ah esperança entre sinais e trampolins
E a certeza que milhões de Benjamins
Estão no palco sob às luzes da ribalta
Salta menino!
A luta me fez majestad
Na pele, o tom da corage
Pro que está por vir..
Sorrir é resistir! 

Olha nós aí de novo
Pra sambar no picadeiro
Arma o circo, chama o povo, Salgueiro!
Aqui o negro não sai de cartaz
Se entregar, jamais!

Vila Isabel

Escola de Samba Vila Isabel

  •  Ano de Fundação: 1946
  •  Presidente: Fernando Fernandes
  •  Rainha de Bateria: Sabrina Sato
  •  Carnavalesco: Edson Pereira
  • Grupo: Especial
  • Data e hora do desfile: a confirmar.

Samba Enredo

Sou eu!
Índio filho da mata
Dono do ouro e da prata
Que a terra mãe produziu
Sou eu!
Mais um Silva pau de arara
Sou barro marajoara
Me chamo Brasi
Aquele que desperta a cunhatã
Pra ouvir Jaçanã sussurrar ao destino
O curumim, o piá e o man
Que o vento minuano também chama de menino
Do Tapajós
Desemboquei no Velho Chico
Da negra Xica, solo rico das Gerais
E desaguei em fevereiro
No meu Rio de Janeiro terra de mil carnavais
Ô viola!
A sina de Preto Velho
É luta de quilombola, é pranto é caridade
Ô fandango!
Candango não perde a fé
Carrega filho e mulher
Pra erguer nova
Cidade
Quando a cacimba esvazia
Seca a água da moringa
Sertanejo em romaria é mais forte que mandinga
Assim nasceu a flor do cerrado
Quando um cacique inspirado
Olhou pro futuro
E mandou construir
Brasília joia rara prometida
Que a Nossa Senhora de Aparecida
Estenda seu manto
Pro povo seguir
Sou da Vila não tem jeito, fazer samba é meu papel
Fiz do chão do Boulevard, meu céu
‘Paira no ar’ o azul da beleza
Gigante pela própria natureza

Beija-Flor

Escola de Samba Beija Flor

  •  Ano de Fundação: 1948
  •  Presidente: Ricardo Abrahão David
  •  Rainha de Bateria: Raíssa de Oliveira
  •  Carnavalesco: Alexandre Louzada e Cid Carvalho
  • Grupo: Especial
  • Data e hora do desfile: a confirmar.

Samba Enredo

Preceito!
Minha fé pra seguir nessa estrada
Odara ê! Reina firme na encruzilhada
Abram os caminhos do meu Beija-Flor
Por rotas já trilhadas no passado
O tempo de tormenta que esse mar levou
Revelam este novo Eldorado
Nas trilhas da vida… Desbravador!
Destino traçado… Vencedor!
Nos becos da solidão
Moleque de pé no chão 

E nessas andanças eu sigo teus passos
São tantas promessas de um peregrino
É crer no milagre, sagrados valores
Em tantos altares, em tantos andores

A vela que acende a dor que se apaga
A mão que afaga se torna corrente

Nilopolitano em romaria
A fé me guia! A fé me guia!  (bis)

Em meus devaneios
Entre o real e a imaginação
Saudade persiste,
Insiste em passear no coração
Feito um poema a beira-mar
Canto pra te ver passar
Me vejo em teu caminho
Nessa imensidão azul do teu amor
E às vezes, perdido
Eu me encontro em tuas asas, Beija-Flor
Por mais que existam barreiras
Eu vim pra vencer no teu ninho
É bom lembrar, eu não estou sozinho

Ê Laroyê Ina Mojubá
Adakê Exu ôôô  (bis)
Segura o povo, que o povo é o dono da rua
Ô corre gira, que a rua é do Beija-Flor

Mangueira

Escola de Samba Mangueira

  •  Ano de Fundação: 1928
  •  Presidente: Elias Riche
  •  Rainha de Bateria: Evelyn Bastos
  •  Carnavalesco: Leandro Vieira
  • Grupo: Especial
  • Data e hora do desfile: a confirmar.

Samba Enredo

Mangueira
samba teu samba é uma reza
pela força que ele tem
mangueira
vão te inventar mil pecados
mas eu estou do seu lado
e do lado do samba também

Eu sou da estação primeira de nazaré
rosto negro, sangue índio, corpo de mulher
moleque pelintra no buraco quente
meu nome é jesus da gente

Nasci de peito aberto, de punho cerrado
meu pai carpinteiro desempregado
minha mãe é maria das dores brasil
enxugo o suor de quem desce e sobe ladeira
me encontro no amor que não encontra fronteira
procura por mim nas fileiras contra a opressão

E no olhar da porta-bandeira pro seu pavilhão (bis)

Eu tô que tô dependurado
em cordéis e corcovados
mas será que todo povo entendeu o meu recado?
Porque de novo cravejaram o meu corpo
os profetas da intolerância
sem saber que a esperança
brilha mais na escuridão

Favela, pega a visão
não tem futuro sem partilha
nem messias de arma na mão
favela, pega a visão
eu faço fé na minha gente
que é semente do seu chão

Do céu deu pra ouvir
o desabafo sincopado da cidade
quarei tambor da cruz fiz esplendor
e ressurgi no cordão da liberdade

Mangueira
samba teu samba é uma reza
pela força que ele tem
mangueira
vão te inventar mil pecados
mas eu estou do seu lado
e do lado do samba também

Estácio de Sá

Escola de Samba Estácio de Sá

  •  Ano de Fundação: 1955
  •  Presidente: Leziário Nascimento
  •  Rainha de Bateria: Jaqueline Maia
  •  Carnavalesco: Rosa Magalhães
  • Grupo: Especial
  • Data e hora do desfile: a confirmar.

Samba Enredo

O poder que emana do alto da pedreira

Tem alma justiceira e garra de leão

Senhor não deixa um filho seu sozinho

Tirando pedras do meu caminho

Vai São Carlos

À força dos ancestrais

Pedra fundamental do samba

Batalhas e rituais

Paredes que contam histórias

Na sede pela vitória

Sagrada, talhada, encravada no chão

Conduz meu pavilhão

Ê roda pra lá, Ê roda pra cá

Brilha na estrada seguindo o caminho do mar

Diamantes e amores, sedução e fantasia

A riqueza dos senhores dos escravos alforria

No verso duro a inspiração

Da serra do meu pai e meu avô

O trem que leva a produção

Das minas a tinta do grande escritor

Vem peneirar, peneirar

O garimpo traz o ouro a cobiça dos mortais

Peneirar, peneirar

Devastando a natureza no Pará dos Carajás

Da lua, de Jorge, eu vejo o planeta azul chorar

Atire a pedra quem não tem espelho

Quero meu rubi vermelho

Pra minha Estácio de Sá

São Clemente

Escola de Samba Clemente

  •  Ano de Fundação: 1961
  •  Presidente: Renato Almeida Gomes
  •  Rainha de Bateria: Raphaela Gomes
  •  Carnavalesco: Jorge Luiz Silveira
  • Grupo: Especial
  • Data e hora do desfile: a confirmar.

Samba Enredo

O sino toca na capela e anuncia

Nossa Senhora começou a confusão!

Quem vai ficar com a imagem de Maria?

O burro vai tomar a decisão

Mas o jogo estava armado

Era o conto do vigário

Nessa terra fértil de enredo

Se aprende desde cedo

Todo papo que se planta dá

Dom João deu uma volta em Napoleão,

Fez da colônia dos malandros capital

Trambique, patrimônio nacional

Tem laranja!

“Na minha mão, uma é três e três é dez!”

É o bilhete premiado vendido na rua

Malandro passando terreno na lua!

Hoje, o vigário de gravata

Abençoa a mamata,

Lobo em pele de cordeiro

“Trago em três dias seu amor”

“La garantia soy yo!”

“Só trabalho com dinheiro”

Chamou o VAR, tá grampeado,

Vazou, deu sururu,

Tem marajá puxando férias em Bangu!

Balança na rede

Abre a janela, aperta o coração

O filtro é fantasia da beleza

Na virtual roleta da desilusão

Brasil, compartilhou, viralizou, nem viu!

E o país inteiro assim sambou

“Caiu na fake news!”

Meu povo chegou ôô!

A maré vai virar, laiá!

Na ginga, pra frente, lá vem São Clemente

Sem medo de acreditar!

Paraíso do Tuiti

Paraiso do Tuiti

  • Ano de Fundação: 1952
  •  Presidente: Renato Thor
  •  Rainha de Bateria: Caroline Marins
  •  Carnavalesco: João Vitor Araújo
  • Grupo: acesso
  • Data e hora do desfile: a confirmar.

Samba Enredo

Todo 20 de janeiro
Nos altares e terreiros
Pelos campos de batalha
Uma vela pro divino
O imperador menino
Um sebastião não falha

Nas marés, o Desejado
Infiéis pra todo lado
Enfrentou a lua cheia

No deserto, um grão de areia
Dom Sebastião vagueia  (bis)
Sem futuro, nem passado

Renasce sob nós, um caboclo encantado
Na praia dos lençois, é o touro coroado
Vestiu bumba-meu-boi
Até mudou o fado
No couro do tambor foi batizado

Poeira, ê! Poeira!
Pedra Bonita pôs o santo no altar  (bis)
Sangrou a terra, onde a paz chorou a guerra
Mas ele vai voltar!

Rio, do peito flechado
Dos apaixonados
Rio-Batuqueiro
Oxóssi, orixá das coisas belas
Guardião dessa aquarela
Salve o Rio de Janeiro
Orfeus tocam liras na favela
A cidade das mazelas
Pede ao santo proteção
Grito o teu nome no cruzeiro
Oh, padroeiro! Toda a minha devoção!

No morro do Tuiuti, no alto do terreirão
No morro do Tuiuti, no alto do terreirão  (bis)
O cortejo vai subir, pra saudar Sebastião!
O cortejo vai subir, pra saudar Sebastião!

Imperatriz

Escola de Samba Imperatriz

  •  Ano de Fundação: 1959
  •  Presidente: Luiz Pacheco Drumond
  •  Rainha de Bateria: Flávia Lyra
  •  Carnavalesco: Cahê Rodrigues
  • Grupo: acesso
  • Data e hora do desfile: a confirmar.

Samba Enredo

Neste palco iluminado
Só dá lalá (bis)
És presente imortal
Só dá lalá
Nossa escola se encanta
O povão se agiganta
É dono do carnaval

Lá lá lalá Lamartine
Lá lá lalá Lamartine
Em teu cabelo não nega
Um grande amor se apega
Musa divinal

Eu vou embora
Vou no trem da alegria (bis)
Ser feliz um dia
Todo dia é dia

Linda morena
Com serpentinas enrolando foliões
Dominós e colombinas
Envolvendo corações
Quem dera
Que a vida fosse assim
Sonhar, sorrir
Cantar, sambar
E nunca mais ter fim

Porto da Pedra

Escola de Samba Unidos do Porto da Pedra

  •  Ano de Fundação: 1978
  •  Presidente: Fábio Montibelo
  •  Rainha de Bateria: Kamila Reis
  •  Carnavalesco: Annik Salmon
  • Grupo: acesso
  • Data e hora do desfile: a confirmar.

Samba Enredo

O mar marejou a saudade
A sua nobreza no cais aportou
Escravizada, mas sem perder a identidade
Pelas ladeiras da cidade de salvador
Tem quindim, caruru, vatapá
Acarajé servido pro orixá
Comida de santo, sabor do terreiro
Transborda encanto o seu tabuleiro

E chegando no meu Rio de Janeiro
Na casa de Ciata, o batuque de bamba
Tinha reza, ritual mandingueiro
No quintal nascia o samba

Vou seguir a procissão
Pedir a bênção a Nossa Senhora
De todos os santos, andores, altares
Trazer seu axé na fé dos milagres
Taieira solta a voz, o povo a festejar
Hoje o seu cortejo vai passar
É você a força que resiste a chibata
Em você vive a esperança de uma raça
Óh, mãe baiana, derrame Abô por essa terra
O seu branco é luz
Conduz a Porto da Pedra

Água de cheiro, amor, no toque do tambor
É purificação, magia
Arruda e Guiné, Agô pra quem tem fé
O meu tigre lava a alma na avenida

Império Serrano

Escola de Samba Império Serrano

  •  Ano de Fundação: 1947
  •  Presidente: Vera Lúcia Corrêa de Souza
  •  Rainha de Bateria: Quitéria Chagas
  •  Carnavalesco: Júnior Pernambucano
  • Grupo: acesso
  • Data e hora do desfile: a confirmar.

Samba Enredo

ou a guardiã de nossa história

Sou eu, a Tia, dona da memória

A Negra Realeza da Serrinha Mãe Preta, do jongo, Rainha!

De pé descalço, piso forte no terreiro

Abro a roda pra mironga de jongueiro

Evoco em versos Marias guerreiras

A heroica resistência nas trincheiras!

Canto a bravura e a valentia

De mulheres que lutaram dia a dia!

Vim mostrar o meu valor!

Vovó ensinou, vovó contou

Tenho sangue de Dandara

A nobreza de Benguela!

Sou alteza da favela!

A luta não pode parar

Insistem; não vou me curvar!

“Eu quero, a bem da verdade”

A tal igualdade…

“Sonho meu”…

Que o mundo tenha mais respeito!

“Sonho meu” fazer valer nossos direitos

Livres da mão do algoz

Ninguém vai calar nossa voz!

Quem diz que mulher não é valente?

Imperiana, presente!

Eu sou raiz, filha desse chão

Resisto a qualquer opressão!

Seu lugar é onde quiser!

Rocinha

Escola de Samba Rocinha

  • Ano de Fundação: 1988
  •  Presidente: Ronaldo Oliveira
  •  Rainha de Bateria: Mônika Nascimento
  •  Carnavalesco: Marcus Ferreira
  • Grupo: acesso
  • Data e hora do desfile: a confirmar.

Samba Enredo

Nasceu Maria!
Nobreza Em Sua Tribo Africana
Tão Livre Quanto Os Ventos Da Savana
E A Lua Cheia Pra Testemunhar
Que A Dor, Corta O Mar
Chora Maria!
Que Água Do Oceano Sabe O Gosto
Dá Lágrima Que Escorre Em Seu Rosto
E Os Santos Que Aportam No Cais Da Bahia
Protegem Quem Já Foi Mercadoria

Leiloeiro Canta O Lote
N’outro Canto O Chicote
Segue A Via Da Bravura
É Maria Da Negrura

Ergueu Quilombo
Deu Um Tombo No Aparato
Desses Capitães Do Mato
Clamando Libertação
Ja Foi Vidraça, Fez Da Luta Uma Coraça
E Hoje O Negro Sem Mordaça
Vem Expor Sua Gratidão
Lumia O Cruzeiro Das Almas
Que É Linha De Força Maior
A Gira Já Vai Começar!
E Hoje A Rocinha, Incensa Esse Catimbó
Risca A Pemba No Terreiro, Pede A Bênção A Minha Vó

Império da Tijuca

Escola de Samba Império Da Tijuca

  •  Ano de Fundação: 1940
  •  Presidente: Antônio Marcos Teles (Tê)
  •  Rainha de Bateria: Laynara Telles
  •  Carnavalesco: Guilherme Estevão
  • Grupo: acesso
  • Data e hora do desfile: a confirmar.

Samba Enredo

É a fé que me leva pelo meu país
Construindo exemplo, o milagre contemplo
Porque ainda é tempo de final feliz
(É tempo de final feliz)

Nativa inteligência
Floriu em livros a ciência
De narrativas, emoções
Pequenas tiras entre praças e canções
O samba é sabedoria
No Morro da Formiga, minha inspiração
Enredo bordado no verde do meu pavilhão
Império…
Tantas vezes fui seu companheiro
Hoje fiel escudeiro no sonho por mais educação

Vamos dar as mãos, seguimos na luta
Brilha a coroa, isso é Império da Tijuca!
Já clareou um novo dia, minha arma é poesia

Belford Roxo

Escola de Samba Belford Roxo

  • Ano de Fundação: 1993
  •  Presidente: Reginaldo Gomes
  •  Rainha de Bateria: Letícia Guimarães
  •  Carnavalesco: Wagner Gonçalves
  • Grupo: acesso
  • Data e hora do desfile: a confirmar.

Samba Enredo

Rainha sim
No talento, na luta e na vocação
Há tantas mulheres por aí assim
Crias da favela, filhas do sertão
E lá vem a menina
Driblando a seca, em meio a poeira
Ganhando o mundo
Vencendo a sina
Lembrando de tudo para ser verdadeira

Da neve o lume da estrela
À dignidade de uma heroína
O maior exemplo de dona Teresa
Traduz sentimento em cada retina
Empoderamento, coisa de alma feminina
Eu sei que o preconceito vem de todo lado
Aquelas que usam batom no gramado
Carregam a pátria além da chuteira
Também sei
Que a sua luta é a nossa bandeira
Em cada segundo mostrando pro mundo
A força que tem a mulher brasileira

É a Marta, é a deusa
A defesa aos seus pés
É bola de ouro, é gente da gente
O brilho inocente da camisa 10

Renascer

Escola de Samba Renascer

  •  Ano de Fundação: 1992
  •  Presidente: Antônio Carlos Salomão
  •  Rainha de Bateria: Dandara Oliveira
  •  Carnavalesco: Ney Junior
  • Grupo: acesso
  • Data e hora do desfile: a confirmar.

Samba Enredo

Rezadeira
Dá licença, Mãe Senhora
Essa dor que sinto agora
Não me deixa outra saída
Dói no peito
A inspiração perdida
Num pedido que implora
Pelo Santo amor à vida
Eu tô pra baixo
Mais caído que espinhela
Requenguela
Sem um facho de razão
Já mandei fechar a porta
E a tramela
E pus cancela no meu coração
Pro mau olhado
Só um galho de arruda
Peço ajuda
A folha de manjericão
Oh! Minha Santa
Benzedeira me acuda
“Ocê” me cuida
E me dá proteção
Aroeira, Senhor, aroeira
Sentada à mesa
Mãe da brandura (bis)
Aroeira, senhor, aroeira
É vela acesa
Copo d’água e reza pura

Rogo a ti
Toda a graça da bondade
Faz surgir anjos da dignidade
Para o combate
Do espinho com a flor

Oh! Preta Velha
Meu Brasil quer tua cura (bis)
Pra tirar a amargura
Deste povo sofredor

Benza Deus, meu caminhar
Joga no mar toda feitiçaria
Sou Renascer de Jacarepaguá (bis)
Em nome do Pai
E da Virgem Maria

Sossego

Escola de Samba Sossego

  •  Ano de Fundação: 1969
  •  Presidente: Hugo Júnior
  •  Rainha de Bateria: Maryanne Hipólito
  •  Carnavalesco: Marco Antônio Falleiros
  • Grupo: acesso
  • Data e hora do desfile: a confirmar.

Samba Enredo

Ilu Olokun
Sombrio senhor do mar
Ressoa seu tambor pra revelar
A vida mergulhou bem lá no fundo
No maior dos reinos desse mundo
Guarda nas profundezas, seus corais
Farda de correntezas naturais
Reina triunfante majestade
Nas frias águas da ancestralidade

Vem da África pelo oceano
É fantástica a magia de lá
O batuque incorporou (bis)
É pernambucano
A cultura dessa gente a ecoar

E a pele negra feito estandarte
Foi pela cidade, meu Maracatu
Feito poesia na voz do cantador
Cortejo para o Rei Nagô
É baque virado, oh, lanceiro real
Um lindo Rosário vem nos abençoar
Gonguês e Agbés tocaram em louvor
Chegaram no meu Rio de Janeiro

Ô gira saia
Girou a secular tradição (bis)
No Jubileu de Ouro
Do meu pavilhão

É o “Povo da Batalha”
Na imensidão do mar
Meu samba
Vai nas águas da vitória (bis)
O infinito azul
Mareja meu olhar
Pra Sossego fazer história

Unidos da Ponte

Escola de Samba Unidos da Ponte

  •  Presidente: Rosemberg Azevedo (Berg)
  •  Carnavalesco: Lucas Milato
  • Grupo: acesso
  • Data e hora do desfile: a confirmar.

Samba Enredo

No “Caos” divinal a inspiração

Aos “Astros” sublime adoração.

Relembrei a melodia

De um partido da antiga

A vida… um acorde da canção!

Ahhh.. se os “Deuses” falassem

E os versos guardassem a “Lua” no céu

Na eterna boemia

Reviver em poesia

Um samba que escrevi neste papel.

Pego a viola sem pensar na minha dor

Qual é o preço meu senhor? Me diga!

Beber da “fonte” mudar o meu destino

Voltar a ser menino e eternizar a vida.

Areias ao vento, escritas na história

Muralhas erguidas

Constroem memórias

Passado dedicado a obras imortais

Futuro guardado por meus ancestrais

Ponte… tú és o elo da eternidade

Ponte o tempo voa, vai deixar saudade

Hoje a natureza ainda canta

De um simpls “Baluarte” à se emocionar

No firmamento: sonhos Que fizeram meu sonhar.

(Eu sonhei..)

Sonhei que um dia

Ao ver meu povo na avenida

Eu tive a certeza do meu lugar

Se o samba agoniza, a Ponte eterniza

A razão do meu imaginar

Unidos de Bangu

Escola de Samba Bangu

  •  Ano de Fundação: 1937
  •  Presidente: Thiago Oliveira
  •  Rainha de Bateria: Darlin Ferrattry
  •  Carnavalesco: Guilherme Diniz e Rodrigo Marques
  • Grupo: acesso
  • Data e hora do desfile: a confirmar.

Samba Enredo

Ah! Saudade ressoou o meu tambor
Num pedaço de terra consagrado na memória
Ôô eu sou um Griô
Viaja o tempo nos rumores da história
Nesse chão debrucei toda força de um rei
Um ébano elo com a natureza
Mas a traição me tornou o alvo
Escravo de quem era minha certeza

Mar me leva, dor no mar
Sou o par da angústia
Tanto irmão à minha volta
Na revolta da maré
Nego tem que ter fé…
Ê… nego tem que ter fé

Sou eu, a mão que assina a própria sorte
Resistindo a natural pena de morte
Um dia fui escravo da tristeza
Hoje realeza livre do açoite
No samba fiz morada
Refúgio feiticeiro, a tez da noite
Na desfaçatez da madrugada
Guerreiro, Ogã ou Rainha
Juiz, defensor dessa gente
Na luta a vitória é minha
Nos braços não pesam correntes

Ie ie ê alafiá
Ie ie ê alafiá
Meu sangue é a retinta majestade
Eu sou Bangu, o Ilê da liberdade

Vigário Geral

Escola de Samba Vigário Geral

  •  Presidente: Elizabeth da Cunha Soares (Betinha)
  •  Carnavalesco: Rodrigo Almeida, Alexandre Costa, Marcus Vinícius do Val e Lino Sales
  • Grupo: acesso
  • Data e hora do desfile: a confirmar.

Samba Enredo

Sou eu…
A lenda que atravessou o mar
O brilho do Cruzeiro a me guiar
Ao deslumbrante paraíso
Sou eu… O reluzente eldorado
De fauna e flora, cobiçado
Do ardil hilário o sorriso
Nas “Minas” não vi o ouro
O meu tesouro, cadê? Sumiu?
Em cada conto aumento um ponto
Sou um lugar de histórias mil

Tupiniquins
Tupinambás e Potiguaras
Tamoios, Caetés e Tabajaras  (bis)
É banto, é Congo, é de Angola
Somos da tribo Quilombola

Que segue aguerrida
Mas sempre esquecida
Por quem tem poder
Montando em cabrestos
Matando direitos
De quem quer viver
O homem de terno
Pregando mentira
Desperta a ira
Em nome da fé
Pois é… Na crise
Nossa gente acende vela
Pra Santo que nem olha
Pra favela
E brinca com direito social
Ó, mãe…
O morro é o retrato do passado
Legado de um mito mal contado
Vigário…
Teu protesto é Carnaval

Rafaela Trevisan Cortes

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